sexta-feira, fevereiro 24, 2006

O meu boguinhas!



Este foi o meu primeiro carro, um Fiat 127 de 1978, adorava-o.
Cada saída era prenúncio de um regresso atribulado, principalmente quando chovia torrencialmente e o meu "boguinhas", resolvia parar precisamente onde a água se acumulava. Ora bolas, se eu tinha comprado um carro era porque estava farta de apanhar chuva e frio, mas a teimosia deste diabrete não permitia tal luxo, chegava a casa encharcada, cansada de o empurrar e muitas vezes o regresso era feito a pé.
Num domingo de Agosto no final da tarde de regresso a casa, a panela de escape resolve soltar-se, como me faltavam apenas 800 metros, não me apeteceu encostar e segui caminho, para minha sorte, e como não podia andar depressa, apanhei a procissão local que se realizava nesse dia e a qual resolvi "acompanhar". O barulho era tal que a banda que acompanhava deixou de se ouvir...
Outra vez a caminho do trabalho, em plena auto-estrada, a ultrapassagem a outro carro igual, culminou numa sucessão de ultrapassagens, apitadelas e acenos amigáveis, e tornar-se numa viagem hilariante de quatro pessoas que nunca se viram antes, tudo por causa do carro que possuiam.
Uma coisa é certa, devo o meu (pouco) conhecimento de mecânica a este carro, pois foi a junta da colaça queimada, cabo da embraiagem rebentado, falha de travões...(a fotografia é exemplo disso, estou a colocar óleo nos travões para não morrer na descida de 8km na Sra da Mó, Arouca).
Entretanto decidi que estava na hora de ter um carro a "sério" e que não me desse tantos problemas e o Fiat passou a ser da minha mana, que não teve tanta paciência com ele quando este resolveu queimar a junta da colaça outra vez! E foi a gota final, ela pôs este "menino" endiabrado fora de casa.
Outras aventuras aconteceram com este amiguinho cuja imagem guardo com muito carinho.

Dedico este post ao funes, que partilha o mesmo gosto por estes carros, com o desejo de umas rápidas melhoras.

terça-feira, fevereiro 21, 2006

Frida Kahlo no CCB

"Pensaram que eu era Surrealista, mas nunca fui.
Nunca pintei sonhos, só pintei a minha própria realidade"
O Centro Cultural de Belém vai receber, a partir de 24 de Fevereiro, a maior e mais completa exposição sobre Frida Khalo realizada nas últimas décadas.

Depois de ter passado pela Tate Modern de Londres e pela Fundación Caixa Galicia, em Santiago de Compostela, cabe a Lisboa receber as 26 obras provenientes do Museu Dolores Olmedo, no México, onde se encontra a mais importante colecção mundial da pintora mexicana.
Passados 51 anos sobre a sua morte, a pintura de Frida Kahlo (1907-1954) continua a despertar o interesse do público devido à sua arte controversa e à história da sua vida, marcada por amores difíceis e pelo sofrimento físico.
Entre 1926, quando pintou o primeiro auto-retrato, e a sua morte, quase 30 anos depois, Kahlo produziu cerca de duas centenas de quadros.
A relação amorosa com o muralista mexicano Diego Rivera despoletou o lançamento da sua carreira, mas a autodidacta Frida Kahlo viria a consolidar a sua obra e a tornar-se a pintora mexicana mais conhecida em todo o mundo, conseguindo expor os seus quadros, ainda em vida, no meio artístico de Nova Iorque.
A obra de Kahlo foi influenciada por uma época de grande ebulição política e social, mas ficou marcada sobretudo pela dramática vivência pessoal, transformada em tema principal dos quadros que pintou.
Frida Kahlo sofreu um acidente de viação, aos 18 anos, quando ia para a escola de autocarro, que a obrigou a ficar imobilizada durante a maior parte da sua vida. Foi alvo de diversas operações, não conseguiu ter filhos, como muito desejou, e padeceu sempre de dores fortes.
Amante da cultura tradicional mexicana, em especial do mundo Azteca, Kahlo descreveu a sua existência muito criticamente, através da figuração e de cores intensas.
Entre as obras apresentadas no CCB, destacam-se quadros como "A Coluna Partida" (1944), "O Camião" (1929), "Unos Quantos Piquetitos" (1935), "Hospital Henry Ford" (1932) e "Auto-Retrato com Macaco" (1945).
A exposição incluirá também uma colecção de fotografias e objectos pessoais, pertencentes ao Museu Dolores Olmedo, que oferecem um registo da vida da artista desde a infância até à sua morte. A exposição, que ficará patente até 21 de Maio, será apresentada no Centro Cultural de Belém à comunicação social, na quarta-feira, por Carlos Phillips Olmedo, director do Museu Dolores Olmedo.
" Lusa"
Livros(três dos meus preferidos) :
Frida Kahlo: Uma vida - Jamis, Ruda - Colecção: Serpente Emplumada
Editor: Quetzal
É uma biografia (antes de conhecer a artista, li este livro e gostei muito, o que me levou a conhecer a sua obra, a do Diego Rivera e a de todos os artistas e amantes que a rodearam. A história desta mulher é incrível, quer gostemos ou não da obra pictórica).
Diary of Frida Kahlo: an Intimate Self-Portrait, The ( Introduction by Carlos Fuentes/ Essaysand Commentaries by Sarah m. Lowe) - Kahlo, Frida
Editor: Abradale Press
É o seu diário com desenhos.
Frida Kahlo
Editora:Taschen
Existem ainda muitas outras edições sobre esta pintora.

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Alguns concertos e festivais # 2

( Porto)

Mão Morta (Porto/Coimbra)






Fatboy Slim / Massive Attack / Lenny Kravitz /
Pixies / Liars / Hundred Reasons/
Clã /Pluto/Wray Gunn/ André Indiana / X-Wife/Loosers

Meu 1º Festival - 1995

Stone Roses / Young Gods/ Freekpower
Danças ocultas / Repórter Estrábico / Cool Hipnoise / Tara Perdida



Black Rebel Motorcycle Club / The Kills /
Mark Lanegan Band / Wray Gunn


The Morning after girls (Londres)

Jim Reid (Londres)

X-Wife (Porto e Lisboa)

Blixa (Gaia)

Sitiados (Gaia - meu 1º concerto)

Lou Reed (Porto)

The Melancholic Youth of Jesus (perdi a conta)

Alguns concertos # 1

Radiohead (Porto)

Peter Murphy (Porto)

Young Gods (Porto / Lisboa/ Vilar de Mouros)

dEUS (Porto/ Paredes de Coura/ Coimbra /Zambujeira)

Muse (Gaia)

Millionaire (Gaia)

Bauhaus (Porto)

Placebo (Porto/Zambujeira)

Cocteau Twins (Porto)

My Vitriol (Porto)

Gene Loves Jezebel (Carvalhos / Coimbra)

The Jesus and Mary Chain (Porto/Lisboa)